
A vida és tu preso ao teu estado mental actual, que se deve em parte às condições do teu estado físico actual. A capacidade de resignação é uma benção, uma benção e um mal. Porque o sentido de tudo vai se adequando ao teu sentido conforme o teu sentido vai se adequando ao que o momento quer. E se faz o que se faz. O porquê não importa, porque esse porquê é volúvel. O porquê mesmo é maior que isso, o porquê mesmo é a somatória. E a somatória não se explica, porque se mostra, por completo. Envolve-nos como uma capa translúcida . Não a vemos, mas sentimos - às vezes um peso, um suspiro mais profundo, um estado de ânimo. O resto não vemos e nem sentimos. Porque o resto é exteriorizado como uma chuva de espinhozinhos do tamanho minúsculo.. É assim. Quem tem esse tempo para gastar finalmente entende. Quem quer ter esse tempo, o tem para gastar, porque, no fundo, deseja uma imersão profunda naquilo que realmente é a vida . Como uma farpa pontiaguda de chumbo que dispara do arco sem piedade. E se crava no chão e se suja de chão e vira chão…
(ando meia sem nexo)