quinta-feira, 19 de novembro de 2015

...são três pontinhos apenas!



Hoje disseram-me duas vezes que o meu olhar estava tristonho, fiquei sem saber o que dizer!  Esbocei um sorriso e disse que devia ser a falta de trabalhar.
Os pais criam e educam seus filhos reservando-lhes espaços de amor e com maior aconchego, doamos nossos corações para que os filhos façam moradas eternas.Quando alguém não tem tempo para seus pais, não lhes sobra muito tempo para amar, pois o seu coração transforma-se numa pedra de frieza e pequenez de amar. É que o tempo transforma-se em nosso inimigo e razão para nossas desculpas. E assim, continua na sociedade, uma desenfreada distância entre os criadores e suas crias.É comum hoje em dia ver-se pais solitários, reservados em seus cantinhos. A solidão dos pais tem tudo a ver com o desprezo dos filhos.


Os pais querem os filhos sempre. Serão sempre crianças. Vemo-los com o mesmo amor dos tempos em que nasceram, infancia, um amor crescente com a mesma intensidade do 1º riso, choro, dos primeiros passos,a nossa vontade é simplesmente de amar e cuidar. E, então?! merecemos desprezo quando mais precisamos ser amados? Está-nos reservada a solidão e o esquecimento? Penso que há algo errado nesta relação e de desconstituição de valores  nestas novas gerações...

A minha avó dizia-me: - A única tristeza que não tem consolo na vida é a tristeza que se mereceu!Todos os dias eu pergunto-me o porquê do meu desconsolo.

Apenas para que possa servir de reflexão...

segunda-feira, 1 de junho de 2015

... as reticências da vida!






"...as pessoas conseguem aguentar uma situação de infelicidade durante muito tempo porque acham que não há mais nada para além disso. Umas vezes é por causa dos filhos, outras pela família, outras ainda pelo dinheiro ou pela posição. As razões são muitas e todas válidas, mas não se é feliz ". 

Marta Crawford


...um dia talvez entendam squint emoticon tanta situação mal compreendida...esperei tempo demais e o tempo não esperou por mim...

https://youtu.be/d1aG3ASU3Uk

domingo, 15 de fevereiro de 2015

...dia do Valentim!!

...esta coisa dos anos é perversa ! Continuamos com espírito dos nossos vinte e poucos anos e o corpo não deixa, não ajuda e não colabora. Embora com meio Sec  lol sinto-me ainda mais ou menos bem...digo eu! Mas que é lixado, é!! Olho as minhas amigas e observo....umas não aceitam esta condição, outras lá se vão conformando...e outras nem admitem loolll. E lembro sempre a minha avó :)  "a idade não perdoa".
Bem...tudo isto para dizer que lá passei mais um dia de namorados ou S.Valentim com amigas...vou ficando mais calada nestes encontros....com mais vontade de ficar na minha doce casa e nem sair de lá nos fins de semana...mas continuo a ir!
...ontem fiquei realmente alarmada pelo aspecto físico de uma amiga.... e não pressinto nada de bom...o que me assusta!! Vê-la assim faz-me sempre pensar que a vida é mesmo uma breve passagem...e que esquecemos sempre de cuidar do nosso corpo...em detrimento da beleza exterior.
...ando mais silenciosa, mas muito observadora e sinto-me a julgar sem querer....pois não tenho que julgar nada...mas ando assim!
Esperemos que isto seja só um mau feeling sem fundamento e que para o ano estejamos todas juntas...ou se não estivermos....que seja por uma boa causa lol .... um Homem que nos tenha tirado desta "madorna"!!


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

...lembrando!!



Quero dizer-te uma coisa simples: a tua
ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não
magoa, que se limita à alma; mas que não deixa,
por isso, de deixar alguns sinais – um peso
nos olhos, no lugar da tua imagem, e
um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes
tivessem roubado o tacto. São estas as formas
do amor, podia dizer-te; e acrescentar que
as coisas simples também podem ser
complicadas, quando nos damos conta da
diferença entre o sonho e a realidade. Porém,
é o sonho que me traz a tua memória; e a
realidade aproxima-me de ti, agora que
os dias correm mais depressa, e as palavras
ficam presas numa refracção de instantes,
quando a tua voz me chama de dentro de
mim – e me faz responder-te uma coisa simples,
como dizer que a tua ausência me dói.


NUNO JÚDICE, in "Pedro, Lembrando Inês".