segunda-feira, 5 de outubro de 2009

As mulheres e as quotas vs cotas!

O ser mulher neste País ainda não é uma "facilidade", quando se pensa em altos cargos, tanto nas empresas como na política. Lembrei de tudo isto, depois de ouvir Paula Teixeira da Cruz no único discurso que hoje se ouviu na Cãmara Municipal de Lisboa no dia da República Portuguesa.
Esta mulher de pequena estatura, aspecto frágil e com uma expressão de tristeza desmedida...deu a todos quantos a ouviram um belo discurso, sem grandes alarves ou voz contundente, fez passar a mensagem...e eu como mulher senti-me orgulhosa....não me perguntem porquê...(independentemente a que partido pertença)mas senti que temos grandes mulheres que podem e devem fazer muito pelo meu País.

Mas nem era só disso que eu vinha falar, o que eu queria dizer...era que com a dificuldade que por vezes atravessamos os sistemas de igualdade entre sex.os tanto no trabalho, como na vida pùblica, faz-me pensar porque exigem eles o sistema de quotas só na política??
O aumento da paridade entre as mulheres e os homens na tomada de decisões está estreitamente ligado às oportunidades de educação e emprego para as mulheres. No entanto, a competência, a experiência, as atitudes positivas quanto à igualdade dos géneros e a boa vontade não são suficientes por si mesmas.

Dizem que a experiência indica que a proporção de mulheres nas instituições políticas não aumentará a não ser que medidas direccionadas, tais como campanhas especiais e quotas para igualdade entre sexos, sejam utilizadas.
Mas eu pergunto...e nas grandes empresas, não seria preciso também implementar isso mesmo? Ainda há bem poucos anos havia um Banco muito conhecido que não contratava mulheres...e será que isso é controlado e visto? Mas ao mesmo tempo sinto que fazem de nós "aves raras"...como se fossemos diferentes...então não temos competências tal como os homens? Para que precisamos de ser "ajudadas"....fico confusa!!

Enfim...deu-me para divagar! :)

(deixo-vos um parágrafo do discurso que achei interessante)

"A responsabilidade, o trabalho e a exigência ética, que deveriam amparar a qualificação da democracia reivindicada, foram sendo abandonados e substituídos pela lógica do enriquecimento fácil e pela ideia de que os fins justificam os meios, com particular crueza em sectores como a política e a economia”