
Numa tarde agradável de Outono e com pouco para fazer, fui dar uma volta com uma amiga para ir de encontro inesperado com outros amigos. E conversa puxa conversa , em conjunto com mais amigos....o tema era a felicidade.
Sempre muito polémico...eu ia ouvindo, a Manela sempre radical...pois para ela não existe mais felicidade, os homens são todos iguais, nada quer mais na sua vida que a sua neta...eu tentei refutar...que a felicidade não se resume só a relacionamentos...mas ela não ouve...
Entretanto o único homem na conversa diz : - Tem maior felicidade que acordar de manhã , olhar e vermos quem amamos ao nosso lado?!
Olhei para ele a achar que era conversa de gajo engatatão...mas o meu feeling achou que não...que aquelas palavras eram sentidas...e o facto de vir a confessar que não conseguia amar mais ninguém, nem de refazer a vida...por aquele amor que era só seu(casou duas vezes com a sua ex-mulher)..embora tivesse ele tomado a decisão de ir embora...fez-me pensar.
Aligeirei a conversa...pus-lhe um pouco do meu optimismo e boa disposição...e duma gargalhada saiu-me... :- Eu ainda ando a gozar a minha liberdade...será que alguém me vai amar assim?? Vi que os olhos da Manela se encheram de lágrimas...embora presas...e tentava a todo o custo dizer...que por isso era assim... a sua insatisfação partia do momento que nada nem ninguém substitui aquele que é o nosso grande amor.
A coisa mexeu comigo...que raio, casada tanto ano e não sinto um pingo de saudade...sou diferente...eu que me tinha feito tão bem ter ido ver o filme da Julia Robert , que tinha vindo de lá com as idéias em ordem e a achar que era este o caminho...que na realidade tudo quanto passa por nós...deixa-nos sempre um bocadinho... e é juntando todos esses pedaçinhos que encontramos o equilibrio e a tão almejada felicidade...dentro de nós...sem nos fecharmos, sem contrair o nosso coraçãozinho a quem nos dê para acrescentar.
Apetecia-me umas cerejas....mas a conversa acaba aqui :P
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