terça-feira, 17 de janeiro de 2012

...da vida, em palavras conversadas!



Sempre gostei de boas conversas, de falar de mim...sei que sou monopolizadora das conversas (queixam-se)mas é mais forte do que eu. Adoro dar a minha opinião, dar o meu parecer...não me sinto dona da verdade...mas posso ter a minha opinião, certo?!
Ontem gostei da conversa e gosto que me perguntem do meu divórcio, o porquê de tantos anos...mas eu tenho isso bem resolvido comigo...embora achem que não. O facto de falar muito do pai das minhas filhas não quer dizer que sinta a falta dele na minha vida... foi uma boa parte da minha vida...e se eu falo da minha vida passada tenho de falar dele com toda a certeza...pois eu vivi essa vida com ele.
Tenho pena de não conseguir um relacionamento aceitável com ele, mas já não me preocupa ao fim destes 5 anos...eu tentei, deveras que tentei.
Cada casal tem sua fórmula para dar certo, mas um pouco de equilíbrio ajuda a manter a estabilidade. O melhor parceiro é aquele que é bem diferente de nós e ao mesmo tempo muito parecido. Como? Diferente no temperamento, mas com mil afinidades...e no meu caso havia poucas afinidades.
Não estou de acordo quando dizem que quando um é preocupado com as contas por pagar e o outro se marimba e é Zen...as coisas estão de feição,nah nada disso...eu cansei, simplesmente cansei!
Cansei de o chamar a atenção...cansei de ser mãe dele...e isso não é um relacionamento de casal, é mais de mãe para filho...e eu já tenho três.
Gosto de quem me dê luta...de quem me mande calar mas com jeitinho, mas também me saiba ouvir...alguém com "tomates" suficientes pra mim...por que eu não quero marido, quero um companheiro que me entenda e faça feliz.
Depois esta minha independência e "chefa" assusta...tem umas frases da M.M que eu gosto...quer dizer gosto muito de a ler.

Temperamentos diferentes provocam discussões contornáveis. Já a falta de afinidades pode reduzir um dos dois a mero coadjuvante da vida do outro. Alguém vai ter que ceder muito, e se não tiver talento para a submissão, vai sofrer.
Logo, não importa se ele chega sempre atrasado e você é a rainha da pontualidade, desde que ambos tenham a mesma visão de mundo e os mesmos valores. Esse é o prato principal de todo relacionamento. O resto é tempero.
E é mesmo...importa mesmo é sentir-se bem e estar feliz :)
No entanto...o amor tem um preço..será?!



4 comentários:

  1. A felicidade conjugal é na esmagadora maioria dos casos algo muito intermitente e momentâneo e no relacionamento conjugal acaba por ser mais preponderante a infelicidade duradoura.
    Pessoalmente assumo que dou muito mais valor à paixão do que ao amor. O amor é algo "melaço" e mais moldável ao caminhar do tempo . Sou capaz de amar muitas e variadas coisas na vida mas ter paixão, acerca de algo ou alguém, é muito mais raro e intenso. Se o amor tem um 'preço' ? Claro que sim. Mas é uma 'factura' que pode ser 'gerida' e 'amortizada' ao longo do tempo em 'pequenas prestações', enquanto que a paixão tem que ser 'consumida' e 'paga' em 'dinheiro vivo' , isto é, no 'acto da entrega' e por isso não dá margem de manobra para que seja 'suavizada' em pequenas entregas ao longo da vida. Viver uma relação conjugal com amor pode ser difícil mas até acho ser acessível ou normal pois um ser humano pode amar mais que uma pessoa na vida mas dificilmente se apaixonar por mais que uma pessoa na vida.

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  2. Paixão é um sentimento exagerado que nos leva sempre ao perder do raciocínio. O que se torna sempre doloroso. Amor é um sentimento sereno que nos equilibra e traz paz de espírito. :) Faço-te lembrar que as facturas não devem passar do prazo de pagamento e pagas juros, bem penosos. Não gosto disso de "infelicidade duradoura"...somos nós que escolhemos o nosso caminho.

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  3. Removi o comentário anterior porque de facto (no meu ponto de vista) há "conversas" que não cabem dentro desta via de comunicação/partilha de ideias. Falta sempre algo para completar e melhor descrever a nossa visão/ideia sobre o assunto e (aproveitando o mote das tuas últimas palavras) para coisas incompletas já basta o caminho de cada um .

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